quarta-feira, 3 de outubro de 2007

as cartas enterradas

Não gosto de filmes de guerra, por isso adiara a locação de Cartas, por isso demorei para assistir. Espero não demorar a ver o outro filme, sob o ponto de vista americano, A conquista da honra.

Fiquei pensando sobre a finalidade de filmar um filme de guerra e na própria razão de existi-la. Sua irracionalidade já é motivo para não existi-la. Quanto a filmá-la, é sempre válido, pois traz, sempre, novos questionamentos. Nesse caso, coube a Clint Eastwood dirigir a batalha sob o ponto de vista nipônico.

No filme percebemos um patriotismo humano, desesperador e humano dos Japoneses – ao contrário do patriotismo arrogante dos americanos; mas ambos assustados. Assim como todos os filmes de guerra, nele, todas as razões e ideais de luta pelo País são destruídas pela morte. Morre-se covardemente com um tiro nas costas dado por um companheiro; morre-se defendendo seu território, e; também se suicidando em nome da pátria. Enfim, todos parecem perceber que lutar e morrer não são mais importantes do que voltar para casa e estar ao lado da família.

E no Brasil como seria?

Devemos sempre defender nosso território corajosamente mesmos que morremos por ele? Imaginemos a seguinte cena: o Rio de Janeiro sendo invadido por tropas americanas. Você acha que teríamos alguma chance de vitória? Você acha que mesmo assim deveríamos morrer em nome desse País?

Vejamos então por outro lado, o de lutar por esse País. Fiquei imaginando “Brasília” convocando todos os jovens para guerrear o inimigo. Haveria armas e munições? Suponhamos que tivéssemos armas e munições poderosas, há sempre o risco de ficarmos sem reforços por parte do Exército – como aconteceu no filme.

Contudo, fiquei tentando encontrar alguma perspectiva que pudesse justificar uma guerra. Bush encontrou, eu não. *

*Disputar mesmo, só no esporte. Atualmente eu me sinto bem mais patriota torcendo pelo vôlei brasileiro, pois o futebol já está muito globalizado!

2 comentários:

joapa disse...

não lembro quem comentou, mas eu lembrei agora de algo assim:

"não nenhum tema tão hediondo, que não possa ser citado."

arte é assim

Mãe Dináh disse...

Brasília” convocando todos os jovens para guerrear o inimigo?
Sonho NOSSO.
A guerra civil que vivemos já é suficiênte para que se mate todos os nossos soldados, caso ocorressem outras guerras, o Brasil seria dizimado do continente...