quarta-feira, 29 de novembro de 2006

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

seria essa, a mudança?

Sempre tive a noção de que nunca tive muito juízo - e nem fiz questão de ter.
Nesse dia em sp algo me enfureceu: nada está me surpreendendo - nem mesmo o exstasy.
Pode até ser a idade, sei lá, mas acho que precisamos concretizar nossos desejos; fazer com que eles saiam do virtual; chega de conhecer ficantes pela internet, isso cansa; e nada é mais prático do que um encontro real, tradicional - embora também haja infidelidade em todos.

FIDELIDADE!!! algo que exijo muito quando estou interessado mas que deixo a desejar quando não tenho um estímulo para segui-lo.

Constatei até com minha terapeuta que essa carência afetiva é geral. Posso viver no interior, com poucas opções... e ao contrário, mesmo estando em são paulo, nada irá se resolver. Quanto mais gente, mais gente louca. De tesão, de bala, de loucura original.
É... vamos se jogar, vamos fazer tudo o que se tem direito. Pra quê passar vontade?

Mas uma coisa é certa, posso ter feito muita coisa errada, me arrependido muito (nunca aprendo mesmo) mas minha ingenuidade sempre fez com que eu dissesse a verdade sempre. Sinceridade é algo que se deve ser valorizado sempre. E se mentiram pra mim? Ah... a fila anda. Graças a Deus.

E uma última coisa. Amigos. As pessoas estão muito distantes umas das outras, mesmo morando próximas. Senti muito isso. Não queria que fosse assim.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

só por um momento

Só por um momento estive só.
Abri a porta. Não tinha ninguém - mas havia a música.
Minha mala continuava lá. No corredor e não mais na sala como antes.
Procurei em todas as portas, em todos os quartos. Não tinha ninguém.
Nem Paulo nem João nem ninguém.
Saí sem rumo, sem noção de direção procurando uma companhia.
SP... sempre com muita gente, sempre muito só.
Porém, no final tudo sempre acaba bem pois não precisamos de tantas pessoas. Só precisamos das melhores.
E dessa vez as lágrimas foram de felicidade na sua maneira mais pura e ingênua - sem pretenção nenhuma.
Beijo a todos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

a moça do imaginário

Eu não sabia o motivo. Também não me interessa.
Há alguns possíveis:
- religião: não... definitivamente ela não era de freqüentar muito a igreja;
- estética: aqui poderia existir uma modificação que a deixaria ainda mais bela... inclusive não foi por falta de incentivo.
- tradição familiar: talvez. Mas essa tradição descende da mãe e ela, portanto, também não deveria ter feito o mesmo com a neta?

A moça de cabelo comprido... o porquê dele eu não sei. Só sei de uma coisa: ele não saía do imaginário popular.

Eu por exemplo já a imaginei naqueles circos onde existe uma daquelas mulheres que amarram seu rabo de cavalo numa corda e roda, roda, roda e roda, e do lado o globo da morte. Para que isso se tornasse realidade só faltou mesmo o volume capilar... ela não o tinha muito.
Alguns cabelos brancos prematuros insistiam em aparecer. Aí eu pensava – se ela for tingir bem que poderia dar uma tosada naquela juba. Mas não. Faltava-lhe bom senso.

O mais freqüente era o povo falar dela, sobre a cama com seu cabelo comprido dormindo ou não.
Será que ela dorme com o cabelo preso? Será que ela roda e mexe o cabelo na hora de montar? Isso quase ninguém sabia e quem sabia não reparava...

O cabelo tem o seu charme. Uma jogada, um olhar, comendo, conversando, no telefone, enfim, tudo com o cabelo ficava muito sensual.
Embora não gostasse muito daquele corte acho que era o mais natural para ela: morena e com uma franjinha e alguns cabelos brancos. Simples. Mais arretado do que qualquer patricinha – como elas são comuns!

Poderia ficar escrevendo muitas teorias sobre o que podemos fazer com o cabelo. Desde fio dental até espanador. Bem que se ela vendesse o cabelo ganharia uma grana. Mas já não seria mais a moça do cabelo comprido. Seria mais uma entre tantas.

É... vamos esperar alguma revolução. Quem sabe a filha não nos surpreende daqui alguns anos...

E na próxima vez eu chamo um cabeleleiro para me dar uns conselhos.