quinta-feira, 5 de maio de 2005

Eu moro no Projac

Obs: quando escrevi isso, provavelmente estava sob efeito de alguma droga, só não me lembro de qual delas!!


Há muito eu já gostaria de ter escrito essa bobagem.

Eu, definitivamente, moro no Projac. Acho que vou pedir a Globo meus Direitos!

Isso mesmo. Acho que minha cidade – Poloni – é e sempre foi uma cidade cenográfica; não só a minha cidade, mas acho que em todas as “vilas” com até 5 mil habitantes.

Ela tem todas as características de uma:

- as beatas

- os peões

- os políticos corruptos

- os pinguços

- os traficantes

- as mocinhas com os bandidos

- as bichinhas caricatas

Etc etc....

“EiJoão!?, você está equivocado... isso tem em qualquer lugar do mundo!!”

Concordo. Mas aqui há um agravante: é um núcleo somente.

Em novelas, há vários e nem sempre pessoas de um núcleo conhecem as de outro.

Aqui não. É uma mistura só! Uma farra. Todo mundo, na maior hipocrisia, sabe da vida de todo mundo – e ai, se saírem da linha.

Ou seja, em cidade pequena e conservadora – com em qualquer novela – não há uma casa diferente. Não diria diferente, mas com personalidade;

Não há também quem discorde de alguma opinião geral. Quem fizer o contrário será considerado louco – como eu sempre fui chamado.

Há também o esquema da missa. Adoro ver os “religiosos” - seja lá de qual for a religião em questão – comentarem sobre algo de inusitado ou algum fato político. Sempre colocam a Bíblia (coitada) no meio da história ou senão consideram tudo um pecado: “imagina, usar camisinha, jamais!!!” E por aí vai.

E no meio disso tudo, qual é a moral da história?

Ainda bem que existe García Márquez, Virgínia Woolf, Luis Borges, Michael Moore, Tarantino, Bob Dylan etc etc.

Resumindo: se continuarmos na mesmice, jamais evoluiremos. Adoro e admiro todos os que puderam sair da rotina. Assim, bom, assim, quem sou eu para concluir alguma coisa. Eu lá tenho criatividade para isso?

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